O Governo de Pernambuco apresentou, na sexta-feira (8), o resultado do Estudo da Capacidade de Carga de Fernando de Noronha durante reunião do Conselho Gestor da ilha. O levantamento aponta o número máximo de pessoas que o arquipélago pode receber sem comprometer a preservação ambiental e a infraestrutura local.
Segundo o estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), a capacidade ideal de ocupação simultânea da ilha é de 6.994 pessoas. Atualmente, porém, o número está acima do limite considerado sustentável.
De acordo com os dados apresentados, Fernando de Noronha possui hoje 7.883 moradores, entre permanentes e temporários, além de uma média de 3.075 turistas circulando na ilha. Ao todo, são 10.858 pessoas simultaneamente, excedendo em 3.864 a capacidade estimada pelo estudo.
O levantamento era aguardado pelo setor turístico, que defende a ampliação da visitação no arquipélago. A pesquisa levou em consideração fatores como abastecimento de água potável, geração de energia, tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos.
O estudo foi encomendado pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Segundo o diretor-presidente do órgão, José Anchieta, foram realizadas 20 reuniões e oficinas com moradores e representantes de entidades locais ao longo da elaboração do trabalho.
Atualmente, o acordo de gestão compartilhada de Fernando de Noronha, firmado entre os governos estadual e federal, estabelece o limite de 11 mil visitantes por mês e 132 mil turistas por ano até a conclusão do estudo técnico.
Mesmo antes da divulgação do resultado, o teto anual já havia sido ultrapassado em 2025, quando o arquipélago recebeu 139.901 visitantes.
A chefe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) afirmou que o fluxo acima do previsto já provoca impactos ambientais e estruturais na ilha, afetando inclusive a rotina dos moradores.
Entre as medidas sugeridas pelo estudo para reduzir os impactos e permitir uma possível ampliação futura do turismo estão o fortalecimento da geração de energia renovável, especialmente solar, a implantação de sistemas de armazenamento de energia, ampliação da dessalinização da água e incentivo ao reaproveitamento hídrico.
O documento também recomenda ações para melhorar a eficiência energética, reduzir desperdícios, ampliar a coleta seletiva, diminuir o uso de plásticos descartáveis e reforçar os sistemas de compostagem e reciclagem na própria ilha.
Além disso, o estudo propõe campanhas permanentes de educação ambiental voltadas tanto para moradores quanto para turistas, além de maior fiscalização sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente dos recursos naturais.
O Governo de Pernambuco apresentou, na sexta-feira (8), o resultado do Estudo da Capacidade de Carga de Fernando de Noronha durante reunião do Conselho Gestor da ilha. O levantamento aponta o número máximo de pessoas que o arquipélago pode receber sem comprometer a preservação ambiental e a infraestrutura local.
Segundo o estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), a capacidade ideal de ocupação simultânea da ilha é de 6.994 pessoas. Atualmente, porém, o número está acima do limite considerado sustentável.
De acordo com os dados apresentados, Fernando de Noronha possui hoje 7.883 moradores, entre permanentes e temporários, além de uma média de 3.075 turistas circulando na ilha. Ao todo, são 10.858 pessoas simultaneamente, excedendo em 3.864 a capacidade estimada pelo estudo.
O levantamento era aguardado pelo setor turístico, que defende a ampliação da visitação no arquipélago. A pesquisa levou em consideração fatores como abastecimento de água potável, geração de energia, tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos.
O estudo foi encomendado pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Segundo o diretor-presidente do órgão, José Anchieta, foram realizadas 20 reuniões e oficinas com moradores e representantes de entidades locais ao longo da elaboração do trabalho.
Atualmente, o acordo de gestão compartilhada de Fernando de Noronha, firmado entre os governos estadual e federal, estabelece o limite de 11 mil visitantes por mês e 132 mil turistas por ano até a conclusão do estudo técnico.
Mesmo antes da divulgação do resultado, o teto anual já havia sido ultrapassado em 2025, quando o arquipélago recebeu 139.901 visitantes.
A chefe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) afirmou que o fluxo acima do previsto já provoca impactos ambientais e estruturais na ilha, afetando inclusive a rotina dos moradores.
Entre as medidas sugeridas pelo estudo para reduzir os impactos e permitir uma possível ampliação futura do turismo estão o fortalecimento da geração de energia renovável, especialmente solar, a implantação de sistemas de armazenamento de energia, ampliação da dessalinização da água e incentivo ao reaproveitamento hídrico.
O documento também recomenda ações para melhorar a eficiência energética, reduzir desperdícios, ampliar a coleta seletiva, diminuir o uso de plásticos descartáveis e reforçar os sistemas de compostagem e reciclagem na própria ilha.
Além disso, o estudo propõe campanhas permanentes de educação ambiental voltadas tanto para moradores quanto para turistas, além de maior fiscalização sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente dos recursos naturais.






























