O fenômeno El Niño deve provocar mudanças significativas no clima de Pernambuco nos próximos meses. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o trimestre entre julho e setembro será marcado por chuvas abaixo da média na faixa leste do estado e temperaturas acima do normal em todas as regiões, em razão do aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que caracteriza o fenômeno.
Apesar de o estado ter registrado redução das condições de seca entre fevereiro e maio, com chuvas dentro da normalidade, a tendência para o segundo semestre exige atenção. A intensidade do El Niño, aliada às condições do Oceano Atlântico, será determinante para o comportamento das precipitações. Caso o Atlântico permaneça mais aquecido, pode haver um equilíbrio nas chuvas; por outro lado, águas mais frias tendem a intensificar a estiagem, como já observado em anos anteriores.
Com a possível diminuição das chuvas, Pernambuco pode enfrentar impactos no nível dos reservatórios e na produção agrícola, especialmente no semiárido. Diante desse cenário, o estado tem adotado medidas de mitigação, como a transferência de água entre bacias, o uso de recursos do Rio São Francisco, dessalinização e ações para reduzir perdas no abastecimento. A Apac segue monitorando o fenômeno e mantendo articulação com órgãos de gestão de riscos para minimizar os efeitos climáticos.





























