A Justiça do Maranhão condenou Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos, a 66 anos, oito meses e sete dias de prisão em regime fechado pelos crimes de duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. A decisão foi tomada por júri popular realizado na última segunda-feira (22), em Imperatriz.
O caso ocorreu em abril de 2025 e teve como vítimas os irmãos Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, que morreram após consumir um ovo de Páscoa envenenado. A mãe das crianças, Miriam Lira Rocha, também ingeriu o produto, mas sobreviveu após passar dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes. Jordélia não aceitava o relacionamento do ex-marido com Miriam e teria enviado o ovo de Páscoa à residência da vítima por meio de um mototaxista. A embalagem continha a mensagem: “Com amor, para Miriam Lira. Feliz Páscoa”.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que a acusada agiu com motivo torpe, utilizou veneno e empregou dissimulação para cometer os crimes. No caso da tentativa de homicídio contra Miriam, a pena fixada foi de 14 anos, nove meses e 25 dias de reclusão.
Pelas mortes das duas crianças, Jordélia foi condenada por homicídio quadruplamente qualificado, considerando o motivo torpe, o uso de veneno, a dissimulação e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos. A pena aplicada foi de 25 anos, 11 meses e seis dias para cada homicídio.
Além da condenação criminal, a Justiça determinou o pagamento de indenizações por danos morais. Jordélia deverá pagar 100 salários mínimos à mãe das vítimas pelos danos decorrentes do envenenamento e da internação em UTI, além de 400 salários mínimos destinados aos pais das crianças pela perda dos filhos e pelos danos psicológicos sofridos pela família.
































