Novos detalhes surgiram sobre a morte do Cabo da PM José Maria Alexandre da Silva Junior, de 39 anos, que faleceu após passar mal em um apartamento em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O advogado Rafael Nunes, que representa a ex-companheira do policial, afirmou que ela trocou a posição das taças de bebida por suspeitar que o homem estava tentando envenená-la.
O caso aconteceu na madrugada do dia 11 de junho. Segundo a defesa, o policial chegou do trabalho e pediu um energético. Ao buscar gelo, a mulher teria percebido que as taças haviam sido invertidas. Ela notou a mudança por causa de um pequeno ponto preto que usa para identificar seus utensílios pessoais, já que subloca quartos no imóvel. Desconfiada, ela aproveitou um momento de distração do PM para destrocar os copos.
O cabo da PM passou mal cerca de doze horas depois, por volta das 13h, e faleceu apesar do acionamento do SAMU. A defesa ressalta que aguarda os laudos do Instituto de Medicina Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para determinar o que de fato causou o óbito.
“A perícia trará a causa da morte. Pode ter sido alguma substância, uma espécie de envenenamento, ou alguma reação combinada com o energético, ou até mesmo uma morte natural”, ponderou o advogado. A mulher prestou depoimento voluntariamente no DHPP, e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Pernambuco como “morte a esclarecer”.































