Pelo terceiro ano seguido, Petrolina, no Sertão pernambucano, registrou crescimento no número de homicídios no primeiro semestre. De janeiro a junho de 2026, foram contabilizadas 107 mortes violentas, segundo dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. A maioria dos crimes, de acordo com a polícia, está relacionada à disputa entre facções criminosas que atuam na região.
Os números mostram uma tendência de alta nos últimos anos: em 2025, foram 95 assassinatos no mesmo período; em 2024, 92; e em 2023, 83 casos. No ranking estadual, Recife lidera em número absoluto de mortes violentas, com 228 registros, seguido por Jaboatão dos Guararapes, com 122, e Petrolina, com 107 homicídios.
O mês mais violento em Petrolina foi janeiro, com 27 mortes, incluindo dois assassinatos registrados já no primeiro dia do ano. Em fevereiro, foram 20 casos, período marcado por operações policiais que resultaram na prisão de dez suspeitos de envolvimento em homicídios. Crimes que ganharam repercussão, como as mortes da cozinheira Gerlane Maria dos Santos e do motorista de aplicativo Danley Lopes da Silva, evidenciam a atuação do tráfico de drogas na escalada da violência.
Apesar de uma queda em março, com nove registros, os números voltaram a subir em abril, com 21 homicídios. Maio e junho contabilizaram 15 mortes cada. Entre os casos que mais repercutiram está o assassinato da agricultora Leidiane Silva Lima, morta dentro de casa na zona rural, e do empresário Paulo Alves, executado em frente ao próprio comércio. As ocorrências reforçam o cenário de instabilidade na segurança pública do município.





























