O Ministério Público de Pernambuco deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Via Direta para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos na Prefeitura de Serrita, no Sertão do estado. A ação resultou no cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Ceará, além de ordens de prisão preventiva e bloqueio de contratos ativos que somam mais de R$ 1,3 milhão.
Segundo as investigações, o esquema envolvia a manipulação de processos licitatórios e o direcionamento de contratos administrativos, com indícios de continuidade ao longo de diferentes gestões municipais. Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 106 mil em diversas moedas, além de armas, munições, documentos e equipamentos eletrônicos, que passarão por análise do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Sertão.
O MPPE aponta que, entre 2021 e 2022, a prefeitura utilizou de forma recorrente a dispensa de licitação com justificativas consideradas irregulares, incluindo uma suposta situação emergencial ligada à pandemia. Nesse período, contratos firmados sem licitação chegaram a representar aproximadamente 25% do total em 2021 e cerca de 19% em 2022, com empresas sem capacidade técnica comprovada sendo beneficiadas em serviços como transporte escolar e locação de veículos.
As investigações também indicam que o esquema teria se expandido entre 2024 e 2026 para áreas como limpeza urbana e obras de engenharia, com indícios de empresas de fachada, uso de endereços fictícios e fraudes documentais, incluindo contratos com datas retroativas. Em nota, a Prefeitura de Serrita negou irregularidades e informou que ainda não foi oficialmente notificada das decisões judiciais, afirmando que só irá se pronunciar após acesso integral ao processo.





























