A artesã Denny Cardoso, de 43 anos, denunciou ter sido vítima de envenenamento ao longo de vários meses enquanto ministrava aulas de artesanato em um projeto social no Hospital Oswaldo Cruz, no Recife. Segundo a vítima, a mãe de um aluno colocava mercúrio em sua garrafa de água. Imagens gravadas pela própria artesã mostram a suspeita despejando uma substância no recipiente, e laudos periciais confirmaram a presença do metal tanto na água quanto no organismo da mulher.
De acordo com o relato, os primeiros sintomas de intoxicação surgiram no segundo semestre de 2024, incluindo mal-estar e a sensação de uma pequena esfera metálica na garganta. A denúncia formal só foi feita em junho de 2025, após a obtenção dos vídeos. O exame toxicológico apontou concentração de 21 microgramas de mercúrio por mililitro de sangue, indicando ingestão contínua da substância por um período estimado entre oito meses e um ano.
Após a denúncia, a Polícia Militar de Pernambuco conduziu as envolvidas à Central de Plantões da Capital. A suspeita negou o crime, mas, segundo o boletim de ocorrência, foram encontrados resíduos de um pó em sua bolsa. A garrafa foi encaminhada à delegacia da Boa Vista e analisada pelo Instituto de Medicina Legal (IML), que confirmou a contaminação. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e o inquérito ainda não foi concluído.
Voluntária há mais de dez anos no projeto “Arte na Medicina”, Denny afirma não saber o que teria motivado o suposto envenenamento. Ela segue em tratamento e relata sequelas como dores abdominais, neuropatia, dificuldades motoras e comprometimento da coordenação. A artesã aguarda atendimento com um neurocirurgião pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para emissão de laudo e continuidade do acompanhamento médico





























