Um eletricista da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) morreu após sofrer uma forte descarga elétrica enquanto realizava procedimentos de manutenção preventiva na rede aérea do Metrô do Recife, na madrugada desta quinta-feira (11). A fatalidade ocorreu no trecho de trilhos compreendido entre as estações Tejipió e Coqueiral, localizadas na Zona Oeste da capital. A vítima foi identificada oficialmente como Tiago Barbosa dos Santos, de 40 anos, profissional que era lotado na Coordenadoria de Eletrificação (Coeli) do sistema metroviário. O falecimento do metroviário em pleno exercício do dever foi confirmado formalmente pela administração da CBTU Recife.
Em posicionamento público divulgado poucas horas após o ocorrido, o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) lamentou profundamente a perda do funcionário e cobrou das autoridades uma apuração rigorosa, transparente e independente sobre as circunstâncias técnicas que causaram o acidente de trabalho. A entidade de classe relacionou diretamente a tragédia ao cenário histórico de sucateamento, redução sistemática de investimentos e aparente estado de abandono que atinge a malha metroferroviária da Região Metropolitana do Recife nos últimos anos.
De acordo com os registros históricos do Sindmetro-PE, esta é a primeira vez na história do Metrô do Recife que um trabalhador perde a vida em decorrência de um acidente laboral dessa natureza. A liderança sindical ressaltou que a categoria vem emitindo sucessivos alertas formais aos órgãos gestores sobre as falhas crônicas na infraestrutura do sistema, o envelhecimento severo dos equipamentos de alta tensão e os riscos diários aos quais os operários de manutenção e operação estão expostos para manter os trens em circulação.
A representação dos trabalhadores exigiu respostas imediatas por parte da Superintendência da CBTU Recife e aproveitou o episódio para cobrar uma ação conjunta dos governos estadual e federal, demandando a ampliação urgente dos aportes financeiros destinados à recuperação do modal. O sindicato enfatizou que a deterioração estrutural do metrô ultrapassou a esfera da perda de qualidade do serviço prestado à população, transformando-se em uma ameaça real à integridade física de quem opera o sistema. Em nota, a entidade pontuou que o luto não pode encobrir responsabilidades e que o momento exige ações práticas de investimento. As causas exatas do curto-circuito e da descarga elétrica deverão ser investigadas por órgãos técnicos competentes e pela Polícia Civil.
































