A Região Metropolitana do Recife encerrou o mês de maio com o registro de 100 tiroteios ou disparos de arma de fogo, o que representa uma média diária de 3,2 ocorrências violentas. Os dados estatísticos foram compilados e divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado, laboratório de dados que monitora a violência armada no Grande Recife. O relatório mensal aponta que a letalidade e o índice de feridos decorrentes desses confrontos continuam elevados na região, acendendo um alerta sobre a segurança pública nos municípios que compõem o aglomerado urbano.
Ao todo, 112 pessoas foram atingidas por projéteis de arma de fogo ao longo do mês na Região Metropolitana, resultando em um balanço de 80 vítimas fatais e outras 32 que sobreviveram aos ferimentos. O levantamento do Fogo Cruzado revela um aspecto alarmante sobre o perfil dos episódios: em expressivos 94% de todos os tiroteios mapeados pelos pesquisadores houve o registro civil de vítimas baleadas, evidenciando o alto grau de precisão e a violência focalizada dos ataques ocorridos no período.
Entre as pessoas feridas ou mortas pelas armas de fogo em maio, o instituto conseguiu identificar os contextos das ocorrências. Cinco cidadãos foram atingidos pelo drama das chamadas balas perdidas, quando não há qualquer relação com o evento violento de origem, e outras cinco pessoas sofreram ferimentos à bala durante a execução de roubos ou em tentativas de assalto armada. As residências particulares também se mantiveram como um dos cenários mais recorrentes e perigosos da criminalidade urbana, uma vez que 15 pessoas foram baleadas no interior de suas casas em maio, deixando 14 mortos e um ferido, montante que equivale a 13% do total geral de vítimas da violência armada.
Apesar da gravidade dos números consolidados, a análise histórica dos dados traz um indicador positivo para a segurança pública estadual. Quando confrontados com o mesmo período do ano anterior, os dados de maio de 2026 apontam para uma redução de 19% no volume de tiroteios na Região Metropolitana do Recife. Em maio de 2025, o laboratório de dados havia contabilizado 124 ocorrências de tiroteio na localidade, indicando um recuo de 24 episódios violentos de um ano para o outro.































