A Polícia Civil de Pernambuco investiga como tentativa de homicídio o caso de envenenamento com mercúrio contra uma artesã em um curso realizado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife. A principal linha de apuração aponta que o crime pode ter sido motivado por ciúmes envolvendo a relação de amizade entre a vítima e o namorado da suspeita.
De acordo com as investigações, a aluna é suspeita de ter colocado mercúrio, de forma consciente e repetida, na garrafa de água da professora ao longo de vários meses. Imagens gravadas pela própria vítima, em junho de 2025, mostram a investigada manipulando a garrafa e adicionando uma substância no recipiente durante as aulas.
A vítima relatou que percebeu alterações na água, como bolhas e gosto incomum, antes de desconfiar da ação criminosa. Após flagrar a suspeita mexendo na garrafa, ela decidiu filmar a situação e procurar a polícia. Laudos periciais confirmaram a presença de mercúrio nas garrafas analisadas e também no organismo da artesã, com níveis cerca de quatro vezes acima do limite considerado tolerável.
Segundo a Polícia Civil, o possível conflito teve início após desentendimentos motivados por ciúmes da suspeita em relação à amizade entre a vítima e o namorado dela. A defesa da investigada nega as acusações e afirma que ela enfrenta problemas de saúde mental, embora, até o momento, não tenham sido apresentados documentos que comprovem o diagnóstico.
A intoxicação provocou sequelas neurológicas e limitações físicas na vítima, que ainda enfrenta dificuldades para retomar atividades cotidianas e depende de acompanhamento médico especializado. O caso foi divulgado pela TV Globo, enquanto a defesa da artesã cobra maior celeridade na conclusão das investigações.






























