Uma organização criminosa que aplicava o chamado “golpe do amor” a partir do Presídio de Igarassu, no Grande Recife, é alvo de investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O grupo utilizava perfis falsos em aplicativos de relacionamento para atrair vítimas e, posteriormente, fazia ameaças em nome de uma suposta facção criminosa para exigir transferências em dinheiro.
De acordo com as investigações, os criminosos iniciavam conversas com mulheres fictícias e induziam as vítimas a compartilhar informações pessoais. Em seguida, homens entravam em contato afirmando ser integrantes de uma organização criminosa e acusavam a vítima de se envolver com a companheira de um líder da facção. Sob ameaças de morte e intimidações contra familiares, os suspeitos exigiam pagamentos para evitar represálias.
A apuração revelou que o esquema funcionava de forma estruturada dentro da unidade prisional, com divisão de tarefas entre os envolvidos. Enquanto alguns presos eram responsáveis pela criação dos perfis e interação com as vítimas, outros realizavam as ligações intimidatórias. Fora do presídio, um núcleo financeiro atuava na movimentação e lavagem do dinheiro, utilizando contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”.
A operação contou com o apoio da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) e cumpriu medidas judiciais em cidades da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata Norte, além do próprio presídio. Durante as ações, foram apreendidos celulares e computadores que passarão por perícia. Os investigados podem responder por crimes como extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro, e as investigações seguem para identificar outras vítimas e possíveis envolvidos.





























