Poucos dias após o Ministério Público Federal anunciar investigação sobre o risco de desabamento do teto do Mercado da Ribeira, em Olinda, a prefeitura publicou, nesta sexta-feira (8), o edital de licitação para contratação da empresa responsável pela recuperação do espaço histórico.
A licitação prevê investimento de R$ 353.703,10 para obras de requalificação e restauro do mercado, um dos imóveis mais tradicionais do Sítio Histórico da cidade. Construído em 1693, o equipamento possui características do período colonial, com colunas, terraços e elementos em pedra, além de já ter funcionado como mercado de carne, farinha, peixes e até comércio de pessoas escravizadas.
A estrutura de madeira do prédio apresenta comprometimento causado por cupins. O problema atinge parte da coberta do imóvel e levanta preocupação sobre a possibilidade de desabamento, inclusive de uma caixa d’água de amianto instalada no local, material proibido no Brasil desde 2017 devido aos riscos à saúde.
Laudos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e da Defesa Civil de Olinda já apontavam riscos estruturais no mercado há pelo menos dois anos.
Segundo a prefeitura, o projeto contempla restauração da coberta, paredes, gradis e esquadrias, além de pintura interna e externa, implantação de rampas de acessibilidade e requalificação das instalações elétricas dos 16 boxes, do salão principal e do nicho do espaço. O prazo de execução da obra será de 180 dias após assinatura do contrato.
Os recursos utilizados na intervenção são oriundos de emenda federal. Recentemente, o deputado federal Augusto Coutinho informou ter destinado o valor necessário para viabilizar a obra.
Em nota, a gestão municipal destacou que a execução do projeto exige uma série de etapas técnicas e administrativas específicas, devido ao fato de o Mercado da Ribeira estar inserido em área tombada e reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.
“Intervenções em bens tombados, inseridos em Sítio Histórico classificado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, demandam aprovações específicas, projetos elaborados por profissionais especializados em restauro e conformidade com exigências rigorosas dos órgãos federais de preservação e controle”, afirmou a prefeitura.






























