A Justiça da Itália decidiu, nesta quinta-feira (26), autorizar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) para o Brasil. A notificação oficial foi enviada ao governo brasileiro, marcando um passo decisivo para o retorno da parlamentar, que está presa em solo italiano desde o dia 29 de julho de 2025.
Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena que soma mais de 15 anos de reclusão em dois processos distintos, Zambelli teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos, tornando-se inelegível. A expectativa das autoridades é que ela retorne ao país nas próximas semanas para cumprir a sentença na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
A defesa da ex-parlamentar informou que pretende recorrer à Corte de Apelação italiana, mas o rito de extradição segue cronogramas rígidos de cooperação internacional. Com a decisão judicial favorável ao Brasil, o processo agora passa pela análise do Ministério da Justiça da Itália, órgão responsável pela liberação formal da custódia para as autoridades estrangeiras.
Assim que houver o aval ministerial, o governo brasileiro será comunicado oficialmente e a Polícia Federal assumirá a logística da transferência, sendo encarregada de buscar a extraditanda sob escolta policial. Durante todo o trâmite, incluindo o deslocamento aéreo, Zambelli permanecerá sob custódia ininterrupta.
A Interpol também será notificada assim que os ajustes logísticos de transporte forem iniciados. Segundo especialistas em Direito Internacional e Ciências Criminais, uma vez aprovada a extradição pela justiça local, a entrega costuma ser rápida.
Carla Zambelli deixou o Brasil e se refugiou na Itália antes do trânsito em julgado de suas condenações, o que motivou o pedido de extradição por parte do governo brasileiro. Ao chegar em território nacional, ela ficará à disposição do STF, seguindo as determinações do ministro Alexandre de Moraes para o início do cumprimento da pena em regime fechado.
































