O senador Flávio Bolsonaro oficializa neste sábado (25) sua candidatura à Presidência da República durante convenção do Partido Liberal (PL), em São Paulo. O evento marca a entrada do parlamentar na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro, em um cenário político marcado por tensões internas, desafios eleitorais e negociações por alianças.
A candidatura ocorre em meio a uma série de crises envolvendo o entorno político do senador, incluindo disputas familiares e questionamentos sobre sua atuação recente. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio foi escolhido como sucessor político após a prisão do pai em 2025. Ele tem defendido a necessidade de “mudança” no país e criticado o atual governo, ao mesmo tempo em que tenta consolidar sua imagem nacional.
No campo eleitoral, pesquisas recentes indicam oscilação no desempenho do candidato. Após reduzir a diferença em levantamentos anteriores, Flávio perdeu fôlego nas últimas semanas. Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 48% das intenções de voto, contra 43% do senador, segundo dados divulgados pelo Datafolha, refletindo aumento na rejeição ao candidato do PL.
A convenção deve ser marcada por movimentos de reaproximação dentro da família Bolsonaro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro gravou um vídeo para o evento, após um período de afastamento motivado por divergências políticas. Dias antes, Flávio pediu desculpas publicamente, e Michelle afirmou ter aceitado o gesto, embora ainda não tenha retomado o comando do PL Mulher.
Apesar do lançamento oficial da candidatura, o senador ainda não anunciou o nome que comporá sua chapa como vice-presidente. A definição depende de negociações com partidos aliados, como Republicanos, União Brasil e PP, que avaliam posicionamento na eleição. Sem acordo, o PL pode optar por uma chapa pura, enquanto o registro oficial da candidatura deverá seguir o calendário da Justiça Eleitoral.






























