O Ministério da Saúde informou, na noite da última sexta-feira (8), que o Brasil contabiliza sete casos de hantavírus em 2026, mas sem qualquer relação com o surto internacional registrado no navio de cruzeiro MV Hondius. Segundo a pasta, a avaliação da Organização Mundial da Saúde aponta que o risco global de disseminação da doença segue baixo.
De acordo com o ministério, a variante do hantavírus identificada no navio, do genótipo Andes, ainda não foi detectada no Brasil. Essa cepa é considerada a única com transmissão interpessoal comprovada e também está associada a casos registrados na Argentina e no Chile.
A pasta ressaltou que, até o momento, não há registros de transmissão de hantavírus entre pessoas no território brasileiro.
O ministério lembrou ainda que a hantavirose foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1993, quando passou a integrar a lista de doenças de notificação compulsória. Entre 1993 e 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 mortes no país.
Os números mais recentes indicam tendência de queda nos registros da doença. Em 2025, o Brasil teve 35 casos confirmados e 15 óbitos, o menor índice da série histórica recente. Já em 2026, até agora, foram registrados sete casos, todos sem ligação com a situação internacional.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, costuma se manifestar na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro que pode comprometer pulmões e coração. A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, especialmente pela inalação de partículas contaminadas no ambiente.
No caso da variante Andes, detectada no navio de cruzeiro, a transmissão pode ocorrer entre humanos por meio de contato próximo e prolongado. Segundo o Ministério da Saúde, como o episódio ocorreu em ambiente restrito, as medidas de isolamento e controle adotadas pelas autoridades internacionais são consideradas adequadas para conter o risco de disseminação.






























