A celebração da Páscoa neste domingo, 5 de abril, mantém viva uma das tradições mais populares do calendário mundial: a troca de ovos de chocolate. Embora os mercados hoje ofereçam uma infinidade de sabores e recheios, a origem desse costume é milenar e anterior ao próprio doce.
Antes do chocolate, o ovo já era um símbolo de vida e renascimento para povos antigos, como os romanos, que se presenteavam durante o equinócio de primavera. Na tradição judaica do Pessach, o alimento simbolizava a unidade do povo diante do sofrimento, enquanto no cristianismo passou a representar a ressurreição de Jesus Cristo.
O costume de ornamentar ovos de galinha para presentear evoluiu apenas no século 18, na França, quando confeiteiros decidiram esvaziar as cascas naturais para preenchê-las com chocolate.
Apesar do sucesso, o alto custo do ingrediente entre os séculos 19 e 20 restringiu o consumo às classes mais abastadas por muito tempo, fazendo com que muitas famílias retornassem temporariamente aos ovos pintados.
Com a popularização da produção industrial e artesanal, a prática se espalhou globalmente, consolidando o ovo de chocolate como o ícone máximo da data, com opções que hoje variam desde o clássico ao leite até versões gourmet recheadas com frutas, nozes e mousses.































