O piloto de avião Mayky Fernandes dos Santos foi condenado a 52 anos, quatro meses e 24 dias de prisão pelos crimes de tentativa de feminicídio e feminicídio contra a comissária de bordo Dinorah Cristina Barbosa da Silva, de 35 anos. O crime aconteceu em outubro de 2019, no bairro de Maranguape II, em Paulista, no Grande Recife.
A sentença foi proferida na quinta-feira (21) pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. O julgamento ocorreu no Fórum de Paulista, mas o réu participou por videoconferência, já que está preso em São Paulo desde 2020.
Segundo as investigações, Dinorah foi morta dentro de casa enquanto amamentava a filha de apenas oito meses. Dois homens encapuzados invadiram a residência e efetuaram os disparos na frente da mãe da vítima e da bebê. A Justiça considerou que o crime foi planejado e executado por pessoas contratadas pelos mandantes.
De acordo com o Ministério Público de Pernambuco, a motivação do feminicídio teria sido a recusa da vítima em interromper a gravidez. Mayky e Dinorah se conheceram no trabalho em 2018 e mantinham um relacionamento extraconjugal. Após descobrir a gestação, a comissária teria sido pressionada pelo piloto a realizar um aborto.
As investigações apontam que Mayky chegou a levar Dinorah a uma clínica em Campinas, no interior de São Paulo, para realizar o procedimento, mas ela desistiu. A partir disso, segundo o processo, começou o planejamento do crime.
Ainda conforme o MPPE, Maria Aparecida Brandão Batista, mãe da então namorada do piloto, também participou da articulação do assassinato. Ela teria financiado e ajudado no planejamento da execução.
A pena de Mayky foi aumentada porque o crime aconteceu na presença da filha bebê e da mãe da vítima. O juiz manteve a prisão preventiva e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
Além do piloto, outras cinco pessoas já foram condenadas por participação no caso:
Maria Aparecida Brandão Batista — apontada como mandante e financiadora dos crimes: 49 anos e seis meses de prisão;
Douglas Dias Pereira — intermediador da execução: 29 anos e três meses;
Rosane Barbosa de Andrade — responsável por indicar os executores: 25 anos e oito meses;
Denis Pereira da Silva — executor do feminicídio: 33 anos;
Victor Hugo Lima da Silva — executor do crime: 28 anos, um mês e 15 dias.
Segundo a polícia, os criminosos monitoraram a rotina da vítima antes do assassinato. Dias antes da morte, Dinorah já havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio, também atribuída ao mesmo grupo criminoso.
Piloto é condenado a 52 anos por mandar matar comissária enquanto ela amamentava a filha em Paulista
Dinorah Cristina foi assassinada enquanto amamentava a filha bebê dentro de casa, em Paulista; seis pessoas já foram condenadas pelo crime































